Melhoria dos materiais barateia os custos, e serviço deixa de ser exclusividade de milionários e empresas

São Paulo – Há dez anos, a blindagem de residências e edifícios era considerada um serviço para grandes empresas ou famílias milionárias. Mas, há cerca de dois anos, a classe média passou a fazer parte dessa lista de consumidores, segundo Emerson Mendonça, presidente da câmara de blindagem arquitetônica da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin). O setor cresce 20% ao ano, segundo a Abrablin e nele predominam as pequenas e médias empresas.

O mercado avança a cada ano, de acordo com Cristiano Vargas, diretor da VAULT, empresa especializada nesse tipo de serviço. Há dez anos, o grupo de clientes era restrito mas, há dois anos, ele tem aumentado. “A gente vê uma abrangência em termos de clientes muito grande”, afirmou Vargas.

Em relação aos projetos residenciais, há cinco anos, a VAULT era consultada apenas por construtoras de edifícios de padrão AAA, com unidades comercializadas a partir de 3 milhões de reais. Atualmente, a empresa atende construtoras para unidades comercializadas a partir de 450 mil reais.

O que é blindagem arquitetônica?

A blindagem arquitetônica é uma técnica utilizada para agregar proteção balística e contra invasão a um imóvel ou parte dele. Aberturas como portas e janelas, vidros e a própria alvenaria das paredes recebem materiais de alta resistência e passam a figurar como barreiras físicas realmente seguras.

A blindagem arquitetônica é uma característica auferida em determinadas composições de materiais por intermédio de norma brasileira criada pela ABNT e conferida pelo Ministério da Defesa, através de testes em campos e laboratórios específicos para sua devida homologação.

Os fatores que devem ser analisados ao solicitar o projeto de blindagem arquitetônica são as estruturas da residência, as áreas de risco e o nível de blindagem arquitetônica a ser implementado, já que este deve estar de acordo com a necessidade da segurança.

Fonte: exame.abril.com.br.