Os carros-fortes, ou veículos nacionais de transporte de valores, têm ampliado a sua presença no mercado externo. “Hoje, o Brasil é forte na venda internacional de veículos para transporte de valores. Os fabricantes de chassis produzem a estrutura especificamente para esse tipo de veículo, que sai do País encarroçado com destino à América do Sul e Central, além da África”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Blindados (Abrablin), Christian Conde. As exportações cresceram mais de 40% entre 2008 e 2009 e devem chegar a 1,5 mil veículos em 2010.

Atualmente, o Brasil conta com uma frota de 51.098 carros-forte, e a Mercedes-Benz domina o mercado na produção do chassis, com 85% dos carros produzidos. “A maior parte da frota de veículos é mais antiga, montada em chassis mais leves, não específicos para esse perfil de utilização”, afirma Celso Cambi, diretor de Operações da TCT Blindados, empresa que tem uma linha de montagem de caminhões para transporte de valores e de cargas especiais.

Para Cambi, a produção aumentou quando a Mercedes lançou no mercado um chassi específico, em 2007. “Dessa forma, tivemos uma redução de 30% no tempo de montagem do veículo, o que corresponde a cerca de 20 horas de trabalho a menos de produção”, diz ele. O tempo economizado deve-se ao menor número de modificações na hora do encarroçamento.

A TCT Blindados detém 78% do mercado no segmento de carros-forte e gera produção de 40 a 45 unidades por mês.

“Com um veículo tão singular não foi difícil crescer no mercado externo. A tendência é de que as exportações cresçam na casa dos 10% ao ano.” Atualmente o grupo produz uma média de 500 carros por ano, dos quais 210 são exportados principalmente para América Latina e Oriente Médio. Além da Mercedes-Benz, outras montadoras também produzem chassis para carros-fortes. Hoje, a Ford, a Volkswagen e a Agrale também oferecem chassis para esta finalidade. A expectativa do executivo da TCT Blindados Celso Cambi é de que haja uma substituição consistente da frota de blindados. “A alteração vem sendo gradual há alguns anos, e, agora, a produção de veículos sem especificação usados para transporte de valores deve ser extinta em breve”, previu.

Veículos

Os carros blindados brasileiros também ganham espaço no mercado externo, principalmente no Oriente Médio. “Atualmente, esta região é muito atraente para a venda deste tipo de carro”, afirma o presidente Abrablin.

A Inbrafiltro, uma das cinco unidades industriais do Grupo Inbra, fechou recentemente duas grandes transações de blindados que envolveram 60 carros, no valor de aproximadamente R$ 100 mil cada um. “Fui procurado por representantes de multinacionais norte-americanas interessadas em adquirir veículos a serem usados no Iraque”, afirmou o diretor industrial do grupo, Eduardo Rodrigues. O Grupo Imbra é responsável pelo aperfeiçoamento do Veículo Blindado Leve e da Viatura Tática Leve, para operações especiais de segurança.

A International Armoring Corporation do Brasil, subsidiária brasileira da High Protection Company, de Atlanta, nos Estados Unidos, também está se beneficiando da demanda de veículos blindados no Iraque. A companhia acaba de receber grandes encomendas do Oriente Médio, que serão atendidas pela fábrica da empresa localizada em Itaquaquecetuba (SP).

De acordo com a empresa, as encomendas incluem 200 automóveis para o governo saudita, 130 para o jordaniano, e 50 veículos utilitários esportivos fortemente blindados para a Parsons Corporation. O valor do contrato deve superar US$ 1,8 bilhão.

Arquitetura

Outra saída para o setor é a blindagem arquitetônica, que vem sendo feita em agências bancárias e residências em bairros nobres.

A VAULT, especializada em blindagem arquitetônica, afirma que o segmento vem se expandindo “Em 2009, passamos a atender instituições financeiras e começamos a entrar em editais públicos de cofres de alta resistência para agências bancárias”, conta o diretor da empresa, Vinicius de Luca.

Os carros-fortes nacionais têm ampliado a sua presença no mercado externo. “Hoje, o Brasil é forte na venda internacional de veículos para transporte de valores. Os fabricantes de chassis produzem essa estrutura especificamente para este tipo de veículo, que sai do País já encarroçado com destino às Américas do Sul e Central e à África”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Blindados (Abrablin), Christian Conde. As exportações cresceram mais de 40% entre 2008 e 2009 e devem chegar a 1,5 mil veículos em 2010.

Além da líder nacional de chassis para carros-fortes, Mercedes-Benz, também a Ford, a Volkswagen e a Agrale oferecem chassis para esta finalidade. A expectativa é de que haja uma substituição consistente da frota doméstica de blindados em geral.

Fonte: dci.com.br.