Um cofre para guardar gente, assim é o Quarto do Pânico. Se bandidos invadirem sua casa, é para lá que você deve correr. Tem do modelo mais humilde, que sai por R$ 5 mil (um quarto com blindagem só na porta), ao high-tech, de R$ 1 milhão. Confira aqui a proteção garantida pela versão meio-termo.

Localização

O acesso precisa ser fácil, por isso o closet é uma escolha comum. E a fundação tem de aguentar o peso da blindagem. O ideal é consultar um arquiteto, que adapta algum cômodo ou constrói um novo.

Monitores

Mostram o que câmeras escondidas registram na casa. Só uma câmera deve ficar visível. Os bandidos a desativarão, pensando ter burlado a vigilância.

Comunicação

Linha fixa? Fácil de cortar. Celular? Interrompido pelo aço da parede. O jeito é programar um rádio, dos que parecem telefone, para a frequência da polícia.

Porta

Deve correr ou ter dobradiças eficientes, para que o morador a feche com rapidez. Pode ter maçaneta comum ou abertura com senha – o importante é que não abra por fora depois de trancada por dentro.

Isolamento

Placas de isopor impedem que os bandidos ouçam as vítimas e vice-versa. Uma manta térmica mantém a temperatura estável.

Blindagem

Paredes e tetos são reforçados com placas e barras de aço, além de uma fibra usada em coletes à prova de bala. A blindagem varia com o pedido do cliente, mas geralmente aguenta até submetralhadoras.

Banheiro

Construído com vaso sanitário e pia em quartos mais elaborados. Os baratos têm um penico mesmo.

Comida

Água e alimentos não perecíveis, como bolachas e sopas em lata, ficam estocados para se for preciso passar dias ali.

Fontes: Cristiano Vargas, diretor da VAULT Blindagem Arquitetônica, Associação Brasileira de Blindagem (Abralin), Algar Segurança super.abril.com.br.