Atenta ao aumento cada vez mais acentuado em roubo de carga – somente no Estado de São Paulo houve elevação de 5,5% nos casos em 2012, segundo números da Secretaria de Segurança Pública –, a empresa VAULT, especializada em barreiras físicas de alta segurança e sistemas integrados de segurança, direcionou esforços para apresentar soluções com o objetivo de auxiliar na diminuição aos roubos e minimizar prejuízos sofridos pelas empresas.

Na divisão de barreiras físicas, a  novidade para o mercado brasileiro são os bollards, ou controladores de alta segurança para fluxo veicular. Os bollards são dispositivos de bloqueio mecânico de veículos pesados e médios muito utilizados no exterior como proteção contra terrorismo. No Brasil, vêm sendo utilizados em centros logísticos e de distribuição com a finalidade de evitar roubos de cargas por intermédios de caminhões ou veículos carregados, em áreas públicas e condomínios comerciais ou residenciais no controle de entrada e saída de veículos, como também nas áreas de estacionamento e de restrição de tráfego. Os Bollards possuem modelos manuais, semiautomáticos e automáticos. Neste último caso, são controlados por central de comando eletrônica que pode estar integrada a todo o sistema de segurança da empresa.

Outra opção muito requisitada pelo mercado é a blindagem dos centros de logística e armazenagem de produtos. A porta blindada, por exemplo, é revestida com aço balístico de alta resistência mecânica. O mecanismo de trava da porta blindada é baseado em parafusos que atravessam, simultaneamente, o corpo da fechadura e da porta blindada. “A utilização de barreiras físicas de alta segurança já é uma realidade no mercado brasileiro. Estamos 100% focados em soluções que proporcionem segurança e tranquilidade aos nossos clientes, desde gavetas passa-documento até edifícios totalmente blindados”, afirma Gustavo Rizzo, diretor da VAULT.

A blindagem de ambientes inteiros e de guaritas de vigilância, por exemplo, já é algo comum, e permite que um porteiro ou segurança, protegido pela blindagem, sinalize uma invasão ou um eventual ataque e acione as medidas de segurança estabelecidas, como por exemplo, chamar a polícia ao identificar a ação suspeita.

Os sistemas integrados de segurança também fazem parte da gama de produtos que minimizam os roubos de cargas. Eles abrangem desde o controle de acesso, videomonitoramento (também conhecido pela sigla CFTV; do inglês: closed-circuit television) e integração com sensores de alarme de segurança e incêndio. “Desenvolvemos com tecnologia nacional o SCAIIP, o que há de mais moderno em Sistemas Integrados de Segurança. Em uma única plataforma, monitora em tempo real todo e qualquer ambiente. Em relação aos equipamentos para controle de acesso e videomonitoramento, também possuímos tecnologia de ponta com uma linha ampla de fechaduras eletromagnéticas, leitoras de cartão, leitoras biométricas e de reconhecimento facial, além dos modernos NVRs que fazem a gravação e reprodução das imagens captadas pelas câmeras de segurança”, complementa Rizzo.

De acordo com a assessoria de segurança da NTC&Logística, 2011 teve cerca de 13 mil casos de roubo de cargas. O sudeste registrou aproximadamente 83% dos casos. Segundo o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), o Estado de São Paulo registrou um prejuízo de R$ 148 milhões em roubo a cargas no primeiro semestre de 2011. Em 2010, esse número chegou a R$ 136 milhões.

O Estado de São Paulo foi o que teve maior incidência de roubos, com 53,47%, seguido pelo Rio de Janeiro, com 23,61%. No interior de São Paulo, o prejuízo na região Campinas, Hortolândia e Sumaré foi de R$ 300 milhões em 2012. A região possui um parque industrial importante e uma concentração de empresas de transportes e de logística, além de ter proximidade com o aeroporto de Viracopos, em Campinas, e acesso rodoviário ao porto de Santos.

Segundo a Associação Brasileira de Empresas e Profissionais de Logística (Abepl), com o aumento dos furtos a cargas, principalmente em rodovias como Anhanguera e Bandeirantes, responsáveis por 23% dos roubos em todo o país, muitas seguradoras passaram a impor uma série de exigências para o seguro de transporte e armazenagem, dificultando ainda mais a segurança do setor.

De acordo com Frederico da Costa Silva, professor de Gestão em Logística da Faculdade Metrocamp, algumas seguradoras aumentaram o valor do seguro proporcionalmente ao risco da empresa. “A partir destes eventos, as empresas começaram a ser pressionadas pelas seguradoras a aumentar o valor do seguro a ser pago anualmente para cobrir as operações logísticas”, afirma o especialista.

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