Segurança de dados exige câmeras, alarmes e sensores.

Segurança máxima é o lema em qualquer datacenter. Não pode haver risco para os dados de clientes e vale tudo para proteger as instalações que os abrigam: câmeras, alarmes, alambrados, muros, grades, sensores de muitos tipos e até guardas armados fazem parte das estratégias de segurança. Há uma grande variedade de riscos a serem monitorados nos datacenters, explica Rui Otte, gerente de mercados verticais da Intelbrás: “A necessidade de segurança é tanta, que hoje algumas dessas instalações estão dentro de montanhas”, diz. Uma delas é da empresa Deltalis, da Suíça, cujo datacenter foi construído dentro de um antigo ‘bunker’ militar na região de Attinghausen, nos Alpes.

“Mas não existe segurança absoluta infelizmente. É preciso aceitar um limite”, acrescenta Otte. Alguns dos principais riscos, segundo ele, estão no acesso não-autorizado: “Para esse controle usam-se portas ou catracas, que podem ser desbloqueadas por meio de senhas simples, combinadas ou por meio de biometria, como a de reconhecimento facial”. A sofisticação dos recursos de segurança já trouxe ao mercado sensores de calor que indicam até o número de pessoas presentes num ambiente, conta o gerente da Intelbrás. Se esse número for ultrapassado, um alarme dispara. “Há muitos outros sensores, inclusive os que detectam aumento de carbono no ar. Num datacenter, a detecção de incêndios precisa ser feita dessa forma, porque os detectores tradicionais só disparam na presença de fumaça, e geralmente equipamentos eletrônicos geram pouca fumaça quando se aquecem”, explica.

A Vault, fornecedora de soluções de segurança para centros de dados, captura e concentra num só sistema todas as informações relacionadas ao assunto disponíveis em câmeras, catracas, portas, sensores e outros dispositivos, utilizando-os para criar um sofisticado painel de controle para a gestão de segurança, diz o diretor Gustavo Rizzo. “No sistema estão todas as informações sobre a circulação de veículos ou pessoas, sejam funcionários ou visitantes. Ficam disponíveis também dados sobre as rondas feitas pelos guardas, uso dos elevadores, tudo”, detalha ele. Existe controle de acesso até mesmo para a abertura das portas dos racks onde ficam os servidores, acrescenta Rizzo. Pelo lado de fora do datacenter, diz ele, podem ser instaladas barreiras retráteis para controlar o acesso de veiculos, inclusive os mais pesados.

A seleção de todas essas estratégias e dispositivos começa na fase de projeto, diz Antonio Bob, vice-presidente de Operações da Aceco TI: “É feito assim em 95% dos casos. Muitos aspectos da segurança devem ser analisados nessa fase, começando pela escolha do terreno. É preciso verificar se há risco de alagamento, ou se haverá risco de um incêndio vindo de outra edificação. E depois dos ataques de 11 de setembro, verifica-se até mesmo se o terreno não está numa rota de aviões ou perto de um aeroporto”. Incêndios são um risco temível, lembra: se a temperatura superar 55 graus Celsius, os computadores começam a desligar-se. Para piorar, com o aquecimento podem surgir gases corrosivos e muito pó, diz Bob. “É conveniente haver uma área de segurança física em torno do datacenter, para protegê-lo de riscos externos.

Fonte: Fonte: Valor Econômico