Tendo em vista os grandes eventos esportivos – Copa do Mundo em 2014 e Jogos Olímpicos em 2016 -, a VAULT, empresa especializada em soluções de segurança, prevê fortes investimentos e um cenário promissor em blindagem arquitetônica e equipamentos de controle de acesso, para atender à demanda gerada pelos estabelecimentos que devem incrementar o sistema de proteção contra roubos, assaltos, vandalismos e até ações terroristas. Apesar de não divulgar aportes, o diretor comercial do grupo, Cristiano Vargas, revela que a empresa faturou R$ 22 milhões e cresceu, em média, 25% no ano passado, números que os gestores pretendem alavancar com a expansão dos negócios nos próximos quatro anos.

O primeiro projeto para a Copa do Mundo de 2014, realizado pela VAULT, foi a instalação, em julho deste ano, da guarita móvel blindada na Marina da Glória, zona Sul do Rio de Janeiro, para reforçar a segurança durante o sorteio das eliminatórias dos jogos. “O dispositivo possui nível III de blindagem e é resistente a diversas armas de fogo, incluindo fuzil. A guarita é sustentada também por uma base em aço e elevada por meio de um comando mecânico interno, podendo chegar a sete metros de altura”, explica o diretor comercial.

A empresa conta com duas unidades em São Paulo e uma filial no Rio de Janeiro, mas possui, em todo o país, canal de vendas, distribuidores e representantes, que vendem e instalam as tecnologias – inclusive, todo o projeto de portas com monitoramento central, fechaduras e controle de acesso ao Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã) foi assinado pela marca. “Nossos equipamentos não são encontrados em lojas de ferragens, são produtos específicos, desenvolvidos com tecnologia avançada e de maior valor agregado. Atendemos muitos edifícios, galpões, hotéis, estádios, enfim, empresas de grande porte. Não nos preocupamos com o número de clientes, mas com a qualidade do serviço prestado”, esclarece Vargas.

Para o diretor comercial da VAULT, o setor de segurança, assim como qualquer área ligada à tecnologia, requer investimentos e adaptações constantes. “Não diria que desenvolvemos um sistema específico para ser utilizado apenas nos eventos de grande estrutura, mas posso garantir que trabalhamos com tecnologia e recursos de segurança avançados e exclusivos no país”, comenta.

Foco – Um destaque da marca é a linha de produtos Nuuo, empresa de Taiwan, representada pela Vault no Brasil, que permite a integração de câmeras digitais e analógicas no monitoramento feito por circuito interno de televisão. “O sistema se torna mais viável e econômico para os grandes estabelecimentos, pois, se a empresa já possui o equipamento antigo – analógico – e apenas um aparelho é danificado, não é preciso realizar a troca de todas as câmeras existentes no local, pois há possibilidades de interligar algumas unidades do aparelho moderno – digital – ao já existente, para que o cliente possa fazer a substituição completa, gradualmente, sem pesar no orçamento”, explica Vargas.

O grupo ainda trabalha com a Linha Vault – que compreende portas de segurança, guaritas blindadas, cofres especiais, fechaduras eletrônicas e acessórios de controle de acesso – e a Linha Biocheck – que são os leitores biométricos e sistemas integrados de segurança, alarmes e circuito fechado de televisão (CFTV).

Além da fabricação de ferramentas cada vez mais modernas, a Vault tem investido em mão de obra qualificada para que, no próximo ano, possa alçar novos voos no mercado internacional. “Neste ano, já participamos de feiras do segmento nos Estados Unidos (EUA) e no Brasil. Em 2013, vamos expandir nossos canais de distribuição para a América Latina, onde queremos compartilhar o que há de mais moderno em sistema de segurança”, finaliza o diretor.

Impacto – De acordo com estudo realizado pelo Ministério dos Esportes, a Copa do Mundo deve gerar um impacto econômico potencial de R$ 183 bilhões, dos quais R$ 47,5 bilhões serão em investimentos diretos como construção, reforma, ampliação de estádios, hotéis e aeroportos, além do incremento na capacidade do turismo, segurança e telecomunicação do país.

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